Atas
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Ata da reunião da Sababv do dia 13/11/2002
Reunião para informar a comunidade e debater com representante
da Subprefeitura de Santo Amaro a execução do Plano Diretor
Regional.
Presentes: Sr. Márcio Luiz da Costa
Moradores: lista de presença (anexar)
O sr. Márcio Luiz da Costa, chefe de gabinete do subprefeito de
Santo Amaro fez uma apresentação sobre o que será o
processo de definição do Plano Diretor Regional: desde
a promulgação do Estatuto da Cidade (Lei Federal) passando
pelo Plano Diretor da Cidade, até chegar ao Plano Regional e quando
cabível, o Plano de Bairro.
Foram apresentados mapas para que os moradores identificassem: os limites
geográficos da Subprefeitura de Santo Amaro (hoje, onde o Brooklin
Novo se encontra excluído), visualizassem os elementos que guiam
os Planos diretores: eixos de transporte, bacias hidrográficas,
eixos de centralidade (trajetos mais frequentes: pontos de origem e destino
dos usuários da região) e pontos de integração
(áreas nas quais as pessoas se aglutinam/ se reúnem). Em
termos destes elementos, o sr. Márcio mostrou que o Alto da
Boa Vista se encontra:
- margeado pela linha 5 do metrô, cuja extensão ligará a
ao estação do Largo 13 à estação
Santa Cruz da linha Norte-Sul, ao longo da Av. Vereador José Diniz;
e pela Av. Washington Luís,
- o bairro integra a bacia do córrego
do Cordeiro,
- o bairro é uma ZER- nova denominação
das antigas Z1-22, estritamente residencial só que agora com
habitações
unifamiliares e multifamiliares- leia-se vilas (e prédios?,
a dúvida não foi resolvida)
- o bairro é margeado
por uma nova zona de uso que é denominada
de transição e que serviria como uma proteção
contra a infiltração de outros usos. Esse é o
tipo de uso predominante na Chácara Santo Antônio e imediações.
Já junto à Av. Marginal Pinheiros e Nações
Unidas está a zona de uso misto.
O plano diretor regional abre várias oportunidades: de se proteger
algumas áreas que estejam sendo muito afetadas por algum tipo
de uso- área de proteção ambiental, ou que contenham
algum bem público que deva ser preservado: zona de proteção
cultural, ou ainda que dotadas de infra-estrutura estejam sub-utilizadas
, como é o caso das antigas áreas industriais ao longo
da Marginal Pinheiros e da Av. Nações Unidas.
No caso do ABV foram levantados os seguintes problemas a serem abordados
no Plano Diretor regional:
a) a concentração de condomínios horizontais- as
vilas, o dano ambiental que isso tem provocado: desmatamento e impermeabilização
do solo; possível solução incluir no plano regional
proposta restringindo/proibindo a construção de novos condomínios;
b) possibilidade de definir a área como de proteção
ambiental para se proteger os aquíferos existentes, bem como se
propor a adequada exploração dos mesmos;
c) tombamento de alguma área/bem do bairro: natural ou outro
d) retomar o projeto dos bolsões;
e) o risco que a linha do metrô representa para o bairro em decorrência
do fato de que o Plano Diretor Municipal abre oportunidade para mudança
de uso ao longo de uma área de até 300 metros a partir
da linha;
f) o bairro não está protegido do que se passa ao seu redor,
mudanças de uso, intensificação/adensamento de uso
em certas regiões poderão levar ao aumento, por exemplo
do trânsito de passagem.
Em suma, o Plano Diretor Regional cria oportunidades e riscos para
o bairro. Após o diagnóstico (com aplicação
de questionário junto aos moradores) serão realizadas oficinas
de planejamento com todos os atores envolvidos, empreendedores, moradores,
comerciantes, etc- todos que atuam na área. Dessas oficinas vão
resultar pactos, formais, assinados por todas as partes e que servirão
para que se acompanhe tanto a atuação dos atores ao longo
da aprovação dos planos regionais na Câmara Municipal
como na implantação do Plano.
O sr. Márcio informou ainda, que a Câmara Municipal, ao
contrário do esperado quando da criação das Subprefeituras,
não encaminhou para votação a criação
dos Conselhos da Comunidade que deverão atuar dentro das subprefeituras
acompanhando a atuação das mesmas.
Na reunião também foram tratados os desafios de fortalecer
a Sababv: ampliação da participação dos moradores,
coesão, levantamento de fundos, atuação conjunta
com outras Associações, formas da Sababv se comunicar com
os moradores, como os moradores podem ajudar, e próxima etapa-
do Plano Diretor Regional, terminar o diagnóstico, analisar os
questionários e começar a propor medidas para o bairro
e acompanhamento ao longo do processo da formulação do
Plano até a aprovação do mesmo pela Câmara
Municipal.
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