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Informação

Depave - 11

Sr. Chefe

RELATÓRIO DE VISTORIA - PARQUE CHÁCARA FLORA

Gleba situada à Rua Visconde de Porto Seguro esquina com Rua Vigário João de Pontes.

Data: 22 / junho / 2004 - terça-feira

Horário: 14:00 - 17:00hs

Questões:

•  Foi identificada a presença de uma canalização pertencente à rede de esgotos da Sabesp, talvez provinda do estabelecimento de ensino vizinho "Colégio Maria Imaculada", provavelmente rompida dentro da gleba, com vazamento de efluentes, contaminando e poluindo uma parte interna da área.
•  A causa desse provável rompimento foi a erosão provocada pelo fluxo de águas pluviais captadas por um valo e por uma linha de drenagem natural intermitente, que encontrou e cruzou com a tubulação de esgotos enterrada no subsolo, porém que aflora à superfície nesse local.
As águas pluviais represadas erodiram o local, passaram por baixo da citada tubulação e extravasaram, solapando a parte inferior da rede, a qual cedeu sob o peso próprio das manilhas de concreto, ocasionando assim o vazamento identificado nesse local, conforme esta vistoria e fotos anexas numeradas.

•  A solução requerida para o necessário saneamento parece simples. Basta uma notificação à Sabesp, acompanhada de planta do local e fotos ilustrativas, solicitando-se a execução de pequenas obras de reparo na tubulação danificada pertencente à rede de esgotos, calçando-se e concretando as manilhas que cederam, e vedando o vazamento. Porém caso a rede danificada seja de execução particular, o estabelecimento de ensino supra citado também deverá ser notificado.

•  Porém se os esgotos existentes estão sendo trazidos de montante pelo denominado Córrego do Poly, então se deverá solicitar à Secretaria de Infraestrutura Urbana - SIURB ou à Subprefeitura de Santo Amaro, que procedam a um projeto e execução de canalização e/ou saneamento para o referido Córrego, em conjunto com a Sabesp.

•  Os efluentes existentes acumulados e represados no leito do vale à jusante da tubulação rompida serão naturalmente drenados e carreados para fora da gleba pelas águas pluviais que deverão fluir livremente em canalização à céu aberto com manilhas de concreto em meia-cana passando por baixo da tubulação da rede de esgotos então já consolidada, sendo inclusive diluídos e removidos por ação de águas próprias da nascente do Córrego Poly, caso realmente exista no local, pois não foi possível identificá-la no solo encharcado pelos esgotos acumulados na pequena bacia ao longo da linha de drenagem natural.

•  O que sem dúvida poderá ser feito posteriormente é a limpeza do solo exposto, com a remoção do excesso de matéria orgânica superficial, após um período de seca natural desse solo por simples evaporação, uma vez que não haverão mais esgotos fluindo e alimentando o charco.

•  A Sub-Prefeitura de Santo Amaro poderá ser acionada para promover apenas a limpeza superficial da área em ocasião apropriada, mas sugerimos aguardar esta ordem de serviço para um momento mais oportuno, não promovendo limpezas superficiais ou corte de mato agora de imediato, aguardando haver um levantamento topográfico e cadastral de vegetação arbórea, e um projeto de uso para o local em nível executivo, pois assim evita-se que pessoas entrem e circulem pela área, minimizando possíveis danos, atos de vandalismo, ou mesmo formas de ocupação interna da gleba.

 

Técnicos presentes à Vistoria.

José Luiz Telles

Arquiteto/ Depave - 11/ Relator

Nelson Kenji Kobayashi

Arquiteto/ Depave - 11

 


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