Praça Canumã
Quem não conhece esta praça?
Ela fica no final da rua Canumã e não parece a mesma de anos atrás.
Exatamente como outras áreas verdes da cidade, apresentava um ar de desleixo e atraía usos indesejáveis, ao invés de frequentadores buscando lazer.
As insistentes solicitações de limpeza só eram atendidas pela Subprefeitura depois de longos períodos de até cinco meses de espera. Um grupo de moradores, compreendendo que os espaços públicos são nossos, que valorizam nossas propriedades e que constituem pequenos oásis de lazer e de encontro, resolveu fazer o que era mais sensato: em vez de reclamar do poder público, contratou um jardineiro para cuidar da área. Com uma pequena quantia mensal, esse grupo presenteou a comunidade com uma área muito especial e rara. Não bastasse isso, articulou com alguns pais a compra de brinquedos em madeira que dificilmente são vistos em áreas públicas, para que as crianças venham brincar na praça, e
fez, com particulado de madeira de descarte, em parceria com a Subprefeitura, um mutirão para construir um caminho que pretende continuar.
As escolas também compreendem o quanto este espaço é importante e têm trazido as crianças para correr em liberdade e brincar. A Escola Suíço-Brasileira foi além: fez um trabalho de educação ambiental com as crianças do primeiro ano, finalizando-o com a colocação de simpáticas placas de madeira com instruções importantes para a limpeza da praça.
Projetos não faltam, mas uma limitação preocupante vem-se impondo e desestimulando esses batalhadores. Vários contribuintes deixaram de pagar, ou porque mudaram para outros bairros ou por outros motivos, e aqueles que continuam não conseguem mais atingir o valor mensal necessário. Inúmeras tentativas de captar interessados em manter seu próprio patrimônio têm sido feitas, mas tudo foi ineficaz.
Os mantenedores lamentam que esforços bem-sucedidos nem sempre motivem as pessoas a se associar para
fortalecer as iniciativas, e pela falta do socorro necessário é eminente o risco de deixar novamente abandonada esta
área tão especial.
Plantio de árvores em áreas públicas
As atividades de plantio, poda, manejo e retirada de árvores na nossa região são de responsabilidade da Subprefeitura de
Santo Amaro. Mesmo reconhecendo que esse serviço não é eficiente, não podemos sair plantando árvores de que gostamos, em lugares que não sabemos se comportam ou não as espécies plantadas. Ainda que a intenção seja boa, atuando dessa forma acabamos aumentando o problema: as árvores são duplamente desrespeitadas porque, quando crescem, acabam interferindo com o espaço urbano, tendo que ser retiradas na maioria das vezes, apesar de adultas e saudáveis. O que nós precisamos fazer é insistir com a Subprefeitura e a SVMA para que haja um plano correto de manejo da vegetação urbana.
A praça Prof. Antonio Guariglia é um exemplo dessa situação. Foi objeto de um levantamento feito pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. Várias árvores mortas foram retiradas e, a título de compensação, foram replantadas árvores jovens de porte médio. Este mesmo levantamento constata que a praça tem árvores demais e que, quando crescerem, a área poderá ficar muito sombreada, não permitindo que a grama cresça e que haja espaços abertos para atividades e circulação. Ainda assim, alguém vem plantando sistematicamente, sem consulta, dezenas de mudas de árvores, algumas de grande porte e outras pertencentes a espécies banidas pela própria Prefeitura, por serem inadequadas. Não bastasse isso, as árvores antigas, na maioria eucaliptos, vêm sendo atacadas: foram descascadas ao redor do tronco em forma de anel, o que, segundo um técnico da Subprefeitura que constatou este ato criminoso, as levará à morte. Atitudes desse tipo têm que ser punidas, porque apenas demonstram o desprezo pelo que é vivo e pelo patrimônio que é de todos os cidadãos.
Aqueles que queiram colaborar com a SAJAPE na implantação de um plano de arborização mais adequado e eficiente podem entrar em contato pelo nosso telefone (3854.7372) ou por e-mail (secretaria@ sajape.org.br).
A comunidade agradece.
Se você puder ajudar, por favor entre em contato com a SAJAPE (3854-7372) ou por e-mail: contatopraca@gmail.com, e contribua.